O que eu achei: Quem é Você Alasca ?-Em Busca de um Grande Talvez

 
Durante essas férias, eu aproveitei para colocar as minhas leituras em dia, e assim comecei com o livro “Quem é Você Alasca ?”, do John Green (mesmo autor de A Culpa é das Estrelas, pra quem não sabe). Eu não vou fazer uma resenha por completa ou bem detalhada. Achei mais bacana destacar os pontos em que o livro mais me chamou atenção, o que ele quer dizer (na minha concepção), meus quotes favoritos e o que aprendi com ele. É quase uma pseudo-resenha Haha.

{Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras – e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o ‘Grande Talvez’. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez}. 
240 páginas | John Green | 2010
Durante todo o livro pude sentir a sensação de “eu já vivi isso”, sabe, não necessariamente as mesmas coisas ou as mesmas situações. Mas os mesmos sentimentos, medos e inseguranças já se fizeram presentes em algum ponto da minha vida. Isso foi o que tornou o livro mais interessante pra mim, com uma história bem envolvente. A história é divida em duas partes: Antes e Depois, narrando tudo em volta de um certo dia, em que uma certa coisa aconteceu e cada capítulo é intitulado com uma data, fazendo assim crescer cada vez mais a sua curiosidade para tal evento.
 
A história nos oferece Miles, garoto um pouco anti-social, que decidi estudar no colégio interno em que seu pai estudou, assim deixando sua antiga vida (e não tão querida assim), para trás. Chegando lá, ele faz amizade com seu colega de quarto, Chip, que prefere ser chamado de Capitão e ganha o apelida de Gordo (ironia com suas características). Também conhece Takumi, Lara e Alasca. Ah, a Alasca. Ela era uma menina única, que logo chama a atenção do Gordo, por sua personalidade bastante forte e sua maneira de lidar com a vida. Juntos, todos se encontram descobrindo diversas formas de lidar com os acontecimentos, repletos de novas experiências e marcados para sempre por todos os momentos que viveram e atitudes que tomaram.
 
Gordo adora ler biografias, mas o que mais prende atenção do garoto são as últimas palavras ditas pelas pessoas, antes da morte chegar. Achei diferente, confesso, mas ao mesmo tempo muito interessante o fato do personagem colecionar últimas palavras, sendo único e raro de se encontrar. No livro, as principais são essas duas, que levam o personagem a sair da sua zona de conforto e buscar um real sentido para sua vida:
 
~SIMÓN BOLÍVAR
 
“Como sairei deste labirinto?”
 
Na verdade, é muito provável que as últimas palavras de Simón Bolívar não tenham sido “Como sairei deste labirinto?” (embora ele tenha dito isso historicamente)
 
~FRANÇOIS RABELAIS
 
“Saio em busca de um Grande Talvez.”
 
Creditam-se a François Rabelais quatro “últimas palavras” alternativas, mas essa é a creditada pelo livro (além de ser a mais inspiradora haha).
 
Inspirado por ambas citações, Gordo, um garoto que tinha tudo para continuar com a mesma rotina monótona, passa a imagem de desbravamento no decorrer da leitura, e propõe que todos precisam correr riscos para encontrar a satisfação própria. Sem dúvidas dá vontade de sair de casa e arriscar diversos caminhos depois dessa leitura, o que acredito eu, tenha sido a grande proposta que o autor quis trazer para seus leitores. Uma ideia de vida constituída de momentos, que mesmo marcados por qualquer coisa que aconteça a nós, não devemos nos manter parados, e sim sempre em busca do nosso grande talvez.
 
Muitos criticam John Green por sempre abordar os mesmos esteriótipos (o nerd e uma garota bonita) em suas histórias, mas nesse livro, os personagens não se misturam, ambos possuem sua própria personalidade e se destacam dos demais personagens do autor. O livro é recheado de emoção e mostra que a dor pode vir de qualquer lado da vida, seja do amor, de uma amizade, ou da própria morte. 
 
Uma leitura fácil e cativante, possuí uma complexidade inigualável, abordando temas comuns, mas com uma grande sinceridade.Um dos meus livros favoritos, me deixou com um sensação boa ao terminá-lo de ler. Me mostrou que eu ainda estou aqui, que posso fazer algo com a minha vida, só basta eu querer. Assim não posso deixar de recomendar o livro e a proposta dele para vocês. Espero que gostem tanto quanto eu! 
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12 comentários em “O que eu achei: Quem é Você Alasca ?-Em Busca de um Grande Talvez

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  1. Eu simplesmente amo esse livro!!! <3
    E também amei sua resenha, ou pseudo-resenha haha, ficou maravilhosa. Essas frases, esses sentimentos que o livro passa, é uma viajem por completo essa leitura. Eu simplesmente amo a sensação de ler por isso, é tanta coisa que aprendemos, tanta coisa que sentimos. Da vontade de gritar ao mundo e fazer todo mundo ler “Quem é você Alasca?” kk.

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  2. Lembro que a primeira vez que eu li esse livro, quando cheguei na parte do depois, eu tava no Santa Adame, esperando dar o horario pra aula de tarde, e eu comecei a chorar que nem uma louca kkkkkk as pessoas me perguntando se eu tava bem e rindo da minha cara quando eu disse que era por causa do livro… Eu quase desisti de terminar de ler depois do que acontece kkkkk

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  3. Terminei faz pouco tempo “Quem é Você, Alasca?” e já posso dizer que ele entrou para a lista dos meus livros favoritos. O que torna o livro tão perfeito não é o que Alasca é, mas sim o que ela representa na vida das pessoas ao redor e o impacto causado após o “tal acontecimento”. Eu simplesmente amei cada detalhe do livro, os personagens, a história, a forma com que o John Green transmite as emoções ao longo de cada paragrafo me prendeu tanto que parecia que eu fazia parte do ciclo de amizade da Alasca e claro aquele final, aaaah que final <3. O mais engraçado é que quando eu terminei de ler eu comecei a comentar com vários amigos meus sobre o livro e quase obrigando eles a lerem hahaha.

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  4. Eu fiz exatamente a mesma coisa, e também só li porque um amigo meu é apaixonado pelo livro, daí me influenciou bastante! Exatamente, Alasca te envolve de uma maneira surreal, que você apenas conecta os pontos entre a história fictícia e a sua vida real. Um dos meus favoritos, pra sempre ❤

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