3o anos de Clube dos Cinco

Neste mês de fevereiro, o filme “The Breakfast Club” (O Clube dos Cinco, no Brasil), completou 30 anos, com sua estreia em 1985, e não há como negar a sua importância no cenário cinematográfico. Pioneiro em abordar momentos de um grupo com “todas as tribos”, o longa captura a essência da adolescência durante os anos 80, com a medida certa de um olhar crítico em cima da sociedade e dos rótulos que ela oferece. Nada melhor do que a ajuda do meu querido amigo Nate, do Só Se For A Dois, que vem comigo mostrar o nosso olhar sobre o enredo, algumas curiosidades e fatos marcantes do filme, assim construindo um especial a altura do mesmo.

Esse filme é sobre cinco jovens, cada um correspondente a um estereótipo, que por razões diversas acabam tendo que passar o sábado na escola e escrever um redação sobre quem são.  Até aí tudo bem comum, todo mundo já assistiu um filme assim, mas por que esse é diferente? Simples, apesar de todos aparentarem representar um “estilo” de jovem, ele mostra que não existem “tipos de jovens”, que no fundo são todos iguais, fora das amarras sociais, eles são só jovens inseguros com problemas iguais.

Com três décadas completas desde sua primeira exibição, o filme aborda um tema mais atual do que nunca, relatando as crises pessoais e a convivência com os demais durante a adolescência. Diferenciando dos demais enredos envolvendo esse público em especifico, o longa de John Hughes, primeiro nos faz deixar de lado falsas percepções e logo derruba barreiras dos cinco jovens, e com o avançar do tempo somos apresentados aos segredos e dificuldades de cada um, fazendo com que o telespectador se identifique com alguma parte de cada personagem, não se prendendo a um só estereótipo.

Dentro desses estereótipos, nós temos a belíssima Molly Ringwald, fazendo a popular patricinha Claire Standish. Temos Ally Sheedy, fazendo a estranha e anti-social Allison Reynolds. Já com os homens do grupo, temos o Emilio Estévez interpretando o atleta bonitão Andrew Clark, o valentão politicamente incorreto John Bender é feito pelo incrivel Judd Nelson e o nerdão Brian Johnson é feito pelo Anthony Michael Hall. Quando esses personagens tão “diferentes” se encontram, qualquer coisa é capaz de criar atrito entre eles, e essa “coisa” é o personagem bomba de Judd Nelson. John Bender, como bom valentão, faz questão de confrontar cada um dos personagens, levando todos eles a refletirem sobre eles mesmos de maneira que eles nunca fizeram antes, inclusive o próprio Bender é confrontado.

Bom, com o desenrolar da tarde, vários quotes engraçados e geniais, que só poderiam ter sido feitos nos anos 80 depois, eles descobrem que não são tão diferentes, muito pelo contrário, que eles não têm amigos de verdade, que os entendam com uns aos outros, é aí que acontece algo que faz o filme ser genial. Por mais que eles se gostem e se entendam muito bem, eles se indagam se depois daquele sábado, vão continuar sendo amigos, já que o status quo nunca permitiria. Essa é o grande “tchan do verão” do filme, o que é mais importante? Status social ou amizade?

Quem nunca participou de “Um Clube dos Cinco” ? Quem aí, nunca flagrou-se conversando com aquela pessoa da escola, que você jurava ser idiota e de pé junto prometia que nunca chegaria perto, mas no final das contas percebeu que suas ideais são parecidas e ela é bem legal ? Pois é, isso já aconteceu várias vezes comigo. A trama deixa bem claro que atrás de algumas roupas e certas atitudes, muitos sentimentos podem ser escondidos. O filme consegue absorver algo raro da vida real, que na verdade é mais comum do que imaginamos.A evolução de um dos cinco é bem notória e no final do longa percebemos que cada personagem (assim como cada pessoa), é constituído por diversas emoções e combinações de sentimentos diferentes, sendo mais do que aparenta ser.

Pois é, o tempo passa pra todo mundo. Dá uma olhadinha em como está o elenco do longa nos dias atuais:
Judd Nelson, Molly Ringwald, Emilio Estévez, Anthony Michael Hall e Ally Sheedy

*No blog do Nate, vocês podem conferir algumas curiosidades sobre o longa e também algumas cenas favoritas da gente.

Esse filme virou um clássico nos anos 80, retratou de forma perfeita o grito que juventude daquela época queria dar, e mesmo nos dias de hoje, esse filme é bem inspirador. Quantas vezes, mesmo que poucas, nós deixamos de fazer o que queríamos por nos preocupar com o que os outros vão pensar? The Breakfast Club nos ensina a sermos nós mesmos, não importa quem a gente seja, afinal, todos nós somos estranhos, alguns só sabem esconder melhor.Em uma fase de confrontos e questionamentos, onde sua natureza pode ser sua pior inimiga, apresentando diferenças inaceitáveis, Hughes entende que o alvo de seu filme não é atingir uma massa da população, mas apenas certos indivíduos. A conclusão do enredo não é feliz somente porque eles se tornam amigos, mas sim porque despertaram algo dentre de si próprios, que os permite enxergar na diferença, algo precioso e válido como eles. No final percebemos que todos somos parte desse clube, de um jeito ou de outro.
 
 
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2 comentários em “3o anos de Clube dos Cinco

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  1. Simplesmente não sei se é porque eu gosto muito do Breakfast Club, mas esse post se tornou um dos meus favoritos daqui. Muito bem escrito, amei a música no começo, as fotos, a diferença do antes e depois… Simplesmente arrasou com esse post, e com mais uma participação do “Só se for a dois”. Parabéns a vocês pela ótima postagem! Continue assim Gui, orgulhosa de você.
    Me deu até vontade de assistir o filme novamente, provavelmente vou fazer isso essa semana haha.

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