O que eu achei: Kingsman – Serviço Secreto

{Eggsy (Taron Egerton) é um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry (Colin Firth), que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem se une a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson). Adaptação da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons”.

O filme pode parecer bobo no início, mas tem muito mais conteúdo do que aparenta. Adaptado da HQ de Mark Millar, “The Secret Service” “Kingsman – O Serviço Secreto” mostra  Matthew Vaughn, cineasta britânico (diretor de  Kick-Ass e X-men: Primera Classe), possui mesmo o dom de adaptar quadrinhos para as telas de cinema. Envolvendo os elementos de um tradicional filme de espionagem, a trama retrata de forma um tanto humorística a velha saga de herói contra vilão, com a difícil missão de salvar tudo e todos.
 
Reunindo toda elegância e tons de espionagem vindo diretamente dos filmes de James Bond e os palavrões de Kick Ass, o filme é uma mistura bem calculada, se tornando um dos filmes mais divertidos que você verá no cinema por um bom tempo. A trama, que apesar de ser um pouco previsível, em certo ponto ganha um ritmo frenético e prende o telespectador de maneira cada vez mais instigante. Mesmo mostrando as características já conhecidas: bastante ação, acessórios que todos queríamos ter, explosões e muita violência, o filme tem um diferencial das demais produções. A autocrítica somado ao humor tira todo o peso que o filme poderia carregar e torna a produção mais leve e sincera, possibilitando ampliar o tamanho do público-alvo. 

Não seguindo a linha das produções modernas com o mesmo tema, como os filmes de Jason Bourne, o seriado televisivo 24 Horas ou os filmes novos de 007 com Daniel Craig, o longa de Vaughn assume um papel mais descontraído e cenário perfeito para o protagonista Taron Egerton tentar consolidar seu nome no mercado, o que aliás ele faz muito bem. Outro destaque  é a atriz também novata Sophie Cookson, que com acrofobia (fobia por altura), consegue tirar o folêgo de quem está assitindo, que facilmente é pego torcendo pra que nada aconteça a personagem (eu, por exemplo)
 
Com toda essa mistura de referências, temos um longa-metragem extremamente divertido, que supera as expectativas e entretêm de maneira simples e singela, homenageando as demais obras sobre agentes secretos e missões impossíveis. Inacreditavelmente, a satisfação ao assistir o filme é grande, revelando uma produção genuinamente anárquica e com roteiro e narrativa naturais, o fácil agrado do público é certo e pode ser o marco inicial de novas produções leves somadas de conteúdo.
 
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