O que podemos aprender com Glee durante 6 anos

Durante 6 anos o seriado Glee propôs uma união bem diversificada de sonhos e sentimentos. Indo a fundo no que é realmente ser adolescente/jovem e ter que uma hora sair da sua zona de conforto, a chance de enfrentar obstáculos para ser quem realmente você nasceu pra ser, é tentadora. Tudo fica mais harmonioso e encantador quando os rostinhos, com quem nos identificamos as vezes, envolvem-se totalmente com a música e apresentam uma versão mais personalizada do som que muitas vezes passam despercebidos ao nossos ouvidos. Mas nada é eterno, e nessa sexta (20) a série chega ao fim, com um especial de duas horas para encerrar a trajetória dos queridos personagens. Pra mim, Glee foi bem importante e grande responsável por me apresentar grandes clássicos, assim nada mais justo do que um grande especial para homenagear a série no decorrer da semana.

Hoje vou destacar os meus personagens favoritos e tudo que me faz gostar deles. Sabe, as vezes a personalidade bate ou alguma situação envolvida semelhante. Sei que o seriado tem histórias realmente desenvolvidas e talvez pelo cenário ser o mesmo em que eu me ambientava até o ano passado (comecei a assistir o seriado no final de 2011, apenas alguns messes para começar o sonhado/temível ensino médio), ele tenha me chamado bastante atenção.
 
 
Rachel Berry, egocêntrica até certo ponto, é o melhor exemplo da série sobre riscos e esforços para se chegar aonde quer. Quando vi que o outro lado do sonho, onde se ambienta dúvidas, trabalho duro e egoísmo (em parte), a personagem transmite devida confiança a quem precisava de um pequeno empurrão para se colocar no jogo. Não vejo outra e melhor opção, a não ser Lea Michele para interpretar a garota de Ohio que tanto almeja à Broadway. Sua voz forte e doce torna-se única, e muitas vezes sustenta grande parte do show. Com ela vi que sonhos podem ser trocados e não tem o menor problema nisso. O que hoje é meta, amanhã pode ser um mero vislumbre do passado. Rachel era de fato aquele tipo de aluno sabe-tudo, que por um fio não davamos uns belos tapas. A necessidade de demonstrar inteligência atrelada a insegurança, revelam uma personagem tão frágil como forte, mas que sempre busca ser ela mesma. Rachel é um pedacinho de cada um de nós. Talvez não saibamos cantar como ela, mas constantemente somos postos sobre pressão e precisamos lidar com isso, sem possibilidade de deslize ou falha, temos medo de que tudo que desejamos e planejamos simplesmente desmorone e como água, escape pelos nossos dedos. Com o passar do tempo enxergamos nela, além de nossas falhas e conquistas, um reflexo da concepção do sonho, que rodeia cada um de nós, e somos empurrados a caminho de nossas vitórias, sem espaço pra questionamento. Não importa o que você queira, mesmo se for por agora, não faça nada diferente a não ser tentar alcançar.  (…) Entenda algo meu amigo leitor, a vida se apresenta sempre de uma forma diferente, nós que optamos em viver na mesmice. Faça a diferença. Seja você mesmo”, siga o conselho da nossa querida Rachel e toma uma iniciativa, que talvez possa ser a porta de um grande futuro.

http://www.itemvn.com/player.swf?soundFile=509085E2B6&autostart=no&loop=yes
(Rachel Berry/Lea Michele – Torn)

 
 

Quinn Fabray, típico sonho americano. Mas de fato como qualquer ser humano, sua vida pode ser inteiramente repaginada. Reviravolta, essa a palavra que melhor descreve a trajetória da ex-líder de torcida. No topo da pirâmide social, suas relações e preocupações eram basicamente fúteis  e combinavam perfeitamente com o mundo, até então, criado pela garota. Quando uma gravidez não planejada e um acidente de carro acontecem, tudo que foi conquistado e desejado se perde em questão de segundos. A relação prioridade x superficial é extremamente imposta na vida da personagem, fazendo com que passe escolher e valorizar quem realmente está do seu lado e a forçam tomar decisões que afetam além mais do que si própria. Mostrando que mesmo idealizada por muitos, a vida de plasticgirl não é subjetiva, e sim muito mais do que viver de aparências, relativamente carregando o peso do seu reflexo ser o seu melhor amigo. Mesmo com inseguranças e pensamentos infundados sobre sua capacidade ser mais do que apenas um rosto bonito, Quinn percebe onde erra e não desperdiça tempo com bobagens que possam atrapalhar-lha de ganhar seu prêmio: um grande futuro. Ela promove sua liberdade através do que acredita e para de reclamar das consequências e proporções que seus atos a levaram, colhendo o melhor das situações vividas. Perdi tanto tempo me odiando pelos erros idiotas que cometi, mas a verdade é que, sem eles, nunca sonharia com isso para meu futuro. Eu era a única que estava no meu caminho.  Você não pode mudar seu passado. Mas pode deixar isso para trás e começar seu futuro”. Como Quinn, qualquer pessoa pode restabelecer o controle (parcial) de sua vida, com foco e direcionamento fica difícil ser derrubado por situações onde seria fácil desistir. 
(Quinn Fabray/Dianna Agron – You  Keep Me Hangin’ On)
Blaine Anderson, representa uma boa porcentagem da população. Por ele ser gay ? Não. Por possuir diversas indicações, talentos ou intuitos do que fazer na parte da vida que não se ambienta mais no high school. No final das contas ele se sente mais perdido do que tudo e todos, mas busca incansavelmente destino para suas ´duvidas e futuro. O ex- estudante da Dalton Academy , na maioria das vezes se mostrou auto-confiante e positivo, e merece destaque por isso. Sua trajetória é bem conduzida através de seus relacionamentos, e sem medo o personagem se entrega as paixões que adentram em sua história (o que as vezes o prejudica de maneiras imprevistas e rudes), aprofundando de forma mais simples a sexualidade já explorada na série. Blaine é sempre movido pela emoção, o que provoca certos desencadeamentos em sua vida que as vezes nem mesmo conseguem ser medidos em proporções, semelhando-se irrefutavelmente como qualquer um de nós. Sua vulnerabilidade é um dos seus maiores bens, sendo uma das poucas coisas que tanto consegue mostrar quem ele realmente de fato é, mas também constrói sua força ao seu redor. Contraponto adequadamente os retratos do seu esteriótipo por parte da mídia, ele representa todos que precisam de um pouco mais de esforço para descobrir quem realmente são e quem querem ser. Combinando inocência com juventude, uma das certezas que Blaine descobre no decorrer dos episódios é a virtude de ser ele mesmo e afirma: Há um momento em que você diz para si mesmo: “Oh, você estava lá. Eu estive procurando por você desde sempre”, tornando-se um dos presentinhos gerados pela série.
 
 

http://www.itemvn.com/player.swf?soundFile=54DB090F7C&autostart=no&loop=yes
(Blaine Anderson/ Darren Chris – Teenage Dream)

Ta aí, os meus 3 personagens favoritos. Durante a semana eu vou publicar outras postagens relacionadas a série, pra dizermos com carinho um adeus especial a Glee, que perambulou desde 2009 nas nossas telinhas e corações. Espero que tenham gostado! Qual o seu personagem favorito? Me conta aí em abaixo.
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2 comentários em “O que podemos aprender com Glee durante 6 anos

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