Episódios de ativismo no mundo da moda

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Esse post tá cheio de barracos, incluindo o que aconteceu recentemente, do modelo na passarela do desfile do Rick Owens. Vem conferir alguns dos episódios mais marcantes de ativismo que já rolaram no mundo da moda.

São inúmeros os motivos pelos quais acontecem protestos e as causas defendidas por grupos de ativistas. No mundo da moda essas razões vão de superfaturamento nos produtos a protestos contra o uso de pele animal. Aproveitando a deixa de um dos últimos protestos, que aconteceu na passarela do desfile do estilista californiano Rick Owens, durante a semana de moda masculina de Paris, o post de hoje vai recapitular alguns capítulos de ativismo.

1 | “One-man protest” no desfile de Rick Owens

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Começando por esse caso mais recente, durante o desfile da coleção Primavera/ Verão 2016 de Rick Owens durante a última semana de moda Masculina em Paris, um modelo  surgiu na passarela com um pedaço de pano com os dizeres “ Please kill Angela Merkel –NOT ( Por favor matem Angela Merkel [chanceler da Alemanha] – NÃO)”.
A marca logo divulgou um comunicado oficial dizendo que o ato não foi parte do desfile e que Rick Owens não se responsabilizava por ele. O estilista ainda fez questão de que um repórter divulgasse que ele deu um soco na cara do modelo nos bastidores. Que bafão!

2| O graffiti de Kidult & Marc Jacobs

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Kidult é um grafiteiro francês, que reside atualmente em Nova York. Ele ficou famoso por nunca revelar sua identidade e grafitar fachadas de lojas de marcas como YSL, Christian Louboutin e Marc Jacobs, que se tornou o caso mais famoso.
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O artista escreveu “ART”, na loja da grife Marc Jacobs do Soho, em Nova York. Como resposta, Marc tirou uma foto da fachada da loja grafitada e estampou em camisas de edição limitada, que foram vendidas pelo preço de US$ 686. Nada contente com a esperteza do estilista, Kidult retaliou e depois, na loja da grife em Paris, escreveu 686.Marc novamente estampou camisas e até bonés para membros de sua equipe.

3|Pele animal & moda

An anti-fur protester shouts on the runway at the end of the DKNY spring 2009 collection at Mercedes-Benz Fashion Week in New York on September 7, 2008. The protester was promptly removed from the runway by the Fashion Week venue's staff. AFP PHOTO/Nicholas ROBERTS (Photo credit should read NICHOLAS ROBERTS/AFP/Getty Images)

A member of an animal rights organisation holds a sign to protest against the use of animal fur in the fashion industry on the catwalk during the Just Cavalli Autumn/Winter 2013 collection at Milan Fashion Week February 21, 2013. REUTERS/Tony Gentile

Dois dos motivos mais comuns para protestos de ativistas contra algumas marcas são o uso de pele animal na confecção das roupas e a agressão ao meio ambiente. Grupos como PETA e o Greenpeace são bastante conhecidos por condenarem tais ações.Marcas como a DKNY e a Just Cavalli já tiveram suas passarelas invadidas por ativistas. No primeiro caso, em 2009, uma mulher segurou um cartaz dizendo “ Donna dumb fur (chamando a estilista de burra por usar pele)”. No segundo caso outra mulher invadiu a passarela do desfile da coleção outono/inverno de Milão da Just Cavalli, em 2013. segurando um cartaz que dizia “La vostra moda la loro morte (sua moda, a morte deles)”.

4| Feminismo & Nudez

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activists-of-the-ukranian-feminist-protest-group-femen-disturb-the-nina-ricci-paris-fashion-show-2309587Dessa vez o ataque foi ao desfile de Nina Ricci na semana de moda de Paris pelo FEMEN, um grupo feminista ucraniano em 2013. Tal grupo já era conhecido por protestar durante as fashion weeks, mas foi a primeira vez que conseguiram, de fato, invadir um passarela.
 Duas mulheres subiram sem camisa e com os corpos pintados com as frases “Model don’t go brothel (algo contra a sexualização das mulheres, mencionando bordéis e modelos)” e “Fashion Dictaterror (algo como ‘ditaterror da moda)”. Elas tentaram levantar a saia de modelo, mas logo foram retiradas por um grupo de seguranças.

5| 2002 & Gisele na Victoria’s Secret

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tumblr_nh93q7e9gZ1s4igtuo1_500 Então, esse negócio de invadir passarelas não é nada novo, muito menos de protestar contra o uso de pele nas roupas. Em 2002, quando a nossa musa Gisele ainda era uma modelo da Victoria’s Secret também aconteceu com ela. O ataque foi de autoria do grupo PETA, quando quatro ativistas subiram na passarela segurando cartazes dizendo “Gisele for scum (Gisele, escória das peles)”. Na época, Gisele tinha feito campanha para uma fabricante de peles, pela qual teria ganho US$500,000 e dois casacos de pele no valor de US$250,000 cada e o grupo não gostou nadinha disso.

Espero que tenham gostado do retorno do blog e do post!!! Até a próxima, beijinhos! ❤

assinatura carmen oliveira

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